Fausto Giudice vive em França e é jornalista independente, escritor, tradutor e activista. Fausto nasceu em 1949 em Roma, cresceu na Tunísia e viveu na Itália, Bélgica, Suécia e Alemanha. Tem a nacionalidade italiana mas é francês por cultura e também fala sueco, alemão, inglês e espanhol. De 1971 a 1975 trabalhou primeiro na agência de notícias Libération e depois no jornal com o mesmo nome. Nos anos 80 trabalhou com associações de imigrantes e refugiados em França.
Fausto publicou dois livros: Têtes de Turcs en France (1989) uma investigação sobre o apartheid “à la française” e Arabicides, une chronique française 1970-1991 (1992) uma investigação sobre o homicídio de árabes em França. Em 1989, Fausto organizou campanhas de solidariedade com estudantes chineses e rebeldes romenos e em 1992 fez o mesmo com os passageiros africanos clandestinos de navios.
Em 1995, criou a Aliança Zapatista para a Libertação Social (mobilização e informação sobre o México, Algéria, Bósnia, Tunísia, Colômbia, Sri Lanka, as colónias francesas, refugiados e imigrantes). Em 2002, começou a contribuir para o website quibla.net, uma revista multilingue online para os muçulmanos livres e activos e os seus aliados. Em 2003, fundou o Colectivo Guantanamo. Em Dezembro de 2005, Fausto participou na criação de Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade linguística. Em Junho de 2006 criou o blog Basta, um diário da Marcha Zapatista. Para além disto, Fausto é militante da associação Survie e membro da Associação por um Estado Democrático na Palestina/Israel, fundada em 2003 em Lausanne, Suiça. Fausto considera-se um “cyber-jornalista” que trabalha para websites e blogs independentes.
O seu lema pessoal, emprestado de Antonio Gramsci é: “Pessimismo da razão, optimismo da vontade”.