TLAXCALA تلاكسكالا Τλαξκάλα Тлакскала la red internacional de traductores por la diversidad lingüística le réseau international des traducteurs pour la diversité linguistique the international network of translators for linguistic diversity الشبكة العالمية للمترجمين من اجل التنويع اللغوي das internationale Übersetzernetzwerk für sprachliche Vielfalt a rede internacional de tradutores pela diversidade linguística la rete internazionale di traduttori per la diversità linguistica la xarxa internacional dels traductors per a la diversitat lingüística översättarnas internationella nätverk för språklig mångfald شبکه بین المللی مترجمین خواهان حفظ تنوع گویش το διεθνής δίκτυο των μεταφραστών για τη γλωσσική ποικιλία международная сеть переводчиков языкового разнообразия Aẓeḍḍa n yemsuqqlen i lmend n uṭṭuqqet n yilsawen dilsel çeşitlilik için uluslararası çevirmen ağı

 28/11/2020 Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity Tlaxcala's Manifesto  
English  
 UNIVERSAL ISSUES 
UNIVERSAL ISSUES / Não haverá ‘Surpresa de outubro’ contra o Irã
Date of publication at Tlaxcala: 19/10/2020
Original: There won’t be an Iran October Surprise
Translations available: Français  Deutsch  فارسی 

Não haverá ‘Surpresa de outubro’ contra o Irã

Pepe Escobar Пепе Эскобар پپه اِسکوبار

Translated by  Coletivo de tradutores Vila Mandinga

 

Nenhuma “pressão máxima” engendrada por Washington conseguiu embargar evento crucialmente importante nesse domingo: o fim do embargo à venda de armas ao Irã, imposto pela ONU, nos termos da decisão do Conselho de Segurança da ONU n. 2.231, que endossou o ‘acordo nuclear para o Irã’ (tecnicamente “Plano de Ação Abrangente Conjunto Global”; ing. Joint Comprehensive Plan of Action, JCPOA) de 2015.

O governo Trump abandonou, por decisão unilateral, o ‘acordo nuclear’. Mas esse movimento, como se sabe, não impediu o governo Trump de se engajar em massiva campanha, desde abril, para convencer os proverbiais “aliados” a estender o embargo de armas e, ao mesmo tempo, acionar um mecanismo de revide, que reimpunha todas as sanções da ONU contra Teerã.

Foad Izadi, professor de Estudos Internacionais da Universidade de Teerã, resumiu: “EUA queriam derrubar o governo do Irã. Fracassaram, obviamente. E passaram a tentar arrancar novas concessões do Irã, também sem sucesso. Na verdade, perderam concessões. A campanha de política de pressão máxima falhou. ”

No jogo de sombras que marca as eleições em curso nos EUA, não se pode dizer o que acontecerá a seguir. Um segundo mandato de Trump, quase com certeza turbinaria a “pressão máxima”; e Biden-Harris tenderia a reintegrar Washington ao ‘acordo nuclear’ para o Irã. Nesses dois casos, as monarquias do petróleo do Golfo Pérsico estão fadadas a aprofundar a proverbial histeria em torno da tal “agressão iraniana”.

O fim do embargo à venda de armas não significa nova corrida armamentista no sudoeste da Ásia. A verdadeira história é o modo como a parceria estratégica Rússia-China colaborará com o Irã, seu principal aliado geoestratégico. Nunca se destacará suficientemente que esse trio pró integração euroasiática é visto, por Washington como a principal "ameaça existencial".

Teerã esperou pacientemente pelo dia 18 de outubro. Agora está livre para importar uma gama completa de armamentos avançados, especialmente de Moscou e Pequim.

Moscou deu a entender que, se Teerã continuar a comprar Su-30s, a Rússia está disposta a construir para o Irã uma linha de produção desses jatos de combate. Teerã tem alto interesse em produzir seus próprios caças avançados.

A indústria iraniana de armas é relativamente avançada. De acordo com o brigadeiro-general Amir Hatami, o Irã integra o seleto grupo de nações capazes de fabricar mais de 90% de seu equipamento militar – incluindo tanques, veículos blindados, radares, barcos, submarinos, drones, jatos de combate e, principalmente, mísseis cruzadores terrestres e embarcados, com alcance de 1.000 km e 1.400 km respectivamente.

O professor Mohammad Marandi, da Faculdade de Estudos Políticos da Universidade de Teerã, confirma: “A indústria militar do Irã é a mais avançada da região e a maioria de suas necessidades são supridas pelo Ministério da Defesa”.

Então, sim, Teerã certamente comprará jatos militares, “mas os drones iranianos são os melhores da região e estão sendo aprimorados” – acrescenta Marandi. – “Não há urgência e não se sabe o que o Irã tem na manga. O que se vê em público não é tudo”.

Caso clássico da faceta pública de algo que não pode ser visto aconteceu na reunião no último domingo na província de Yunnan, na China, entre dois excelentes amigos Mohammad Javad Zarif, ministro das Relações Exteriores do Irã, e seu homólogo chinês Wang Yi.

Claro que é parte de parceria estratégica que liga os dois países – a ser selada pelo agora notório acordo comercial de $ 400 bilhões, 25 anos, para comércio, investimento e energia.

China e Irã estão rodeados por anéis do Império das EUA-Bases, e já foram alvos de várias modalidades implacáveis de Guerra Híbrida. Desnecessário acrescentar que Zarif e Wang Yi reafirmaram que a parceria prossegue e avança, em contraste direto com o unilateralismo dos EUA. Devem ter discutido o comércio de armas, mas nada vazou.

Decisivamente importante, Wang Yi quer criar um novo fórum de diálogo “com participação igual de todas as partes interessadas” para lidar com importantes questões de segurança na Ásia Ocidental. A principal pré-condição para participar do fórum é apoiar o JCPOA – sempre firmemente defendido pela parceria estratégica Rússia-China.

Não haverá ‘Surpresa de outubro’ cujo alvo seja o Irã. Mas então vem o período crucial entre a eleição presidencial dos EUA e a posse. Todas as apostas estão suspensas.

 





Courtesy of Tlaxcala
Source: https://asiatimes.com/2020/10/no-us-october-surprise-for-iran/
Publication date of original article: 16/10/2020
URL of this page : http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=29875

 

Tags: Irã-EUASanções contra IrãJCPOAONU
 

 
Print this page
Print this page
Send this page
Send this page


 All Tlaxcala pages are protected under Copyleft.