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 27/01/2020 Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity Tlaxcala's Manifesto  
English  
 EUROPE 
EUROPE / O mais perigoso partido político em toda a Europa
Date of publication at Tlaxcala: 22/12/2019
Original: The most dangerous political party in Europe
Translations available: Français  Español 

O mais perigoso partido político em toda a Europa

Gilad Atzmon جيلاد أتزمون گيلاد آتزمون

Translated by  Zacimba Gaba

 

Os britânicos votaram. Podiam escolher entre Nacionalismo-capitalismo linha-dura e um manifesto socialista que prometia para daqui em diante semana de trabalho de quatro dias, banda larga grátis, educação superior grátis, a salvação do programa nacional de saúde pública e igualdade. Os resultados da eleição não poderiam ser mais definitivos: quando o povo é chamado a escolher entre capitalismo linha-dura e socialismo, o capitalismo vence.

Muito se pode dizer sobre o colapso do Partido Trabalhista e de seu líder. Como é possível que Corbyn, claramente bem-intencionado, tenha conseguido ser esquartejado pelo arrogante, pomposo, nem tão bonito, Boris Johnson? Como é possível que o indisciplinado Bojo tenha esmagado o respeitado socialista britânico, o homem que há apenas três anos parecia um rock star e a única esperança de mudança? Como é possível que a classe trabalhadora inglesa tenha dado as costas ao homem que prometeu salvar o sistema público nacional de saúde, elevar o salário mínimo e trabalhar em prol de uma sociedade mais igual e mais justa?

A classe trabalhadora na Grã-Bretanha, como em muitas sociedades ocidentais, está dividida em três segmentos: A Classe Trabalhadora com Emprego – que tende a votar com os conservadores; A Classe Trabalhadora Desempregada – até votaria a favor do partido do Brexit, mas acabou votando nos Conservadores; e, por fim, A Classe Trabalhadora que Não Quer Trabalhar a qual, agora, é a única que restou do ‘eleitorado’, hoje já ilusório, dos Trabalhistas. Pelo que se pode ver, nem esses acreditaram na longa lista de dádivas ‘grátis’, de Corbyn prometia.

É possível que os britânicos em pouco tempo, em bem pouco tempo, arrependam-se da escolha eleitoral que fizeram. Alguns já dizem que o pior resultado da eleição foi que os Tories venceram; mas o melhor, foi que o Partido Trabalhista foi pulverizado, reduzido a partículas infinitesimais de poeira política. O Partido, como o conhecemos, pode bem estar acabado. Mesmo assim, o que muitos britânicos, e em particular eleitores dos Trabalhistas podem não compreender completamente é que o resultado da eleição salvou todos eles da ameaça do partido político mais insanamente tirânico de toda a Europa.

Nos últimos três anos, o Partido Trabalhista voltou-se contra seus melhores e mais valorosos membros: suspendeu e expulsou membros por dizerem a verdade. Em alguns casos, o partido Trabalhista até atacou cidadãos privados, sempre na esperança de que esses atos acalmariam seus detratores entre a liderança da comunidade judaica. Mantive-me relativamente calado sobre tudo isso, não quero ser quem revelou a vasta extensão das táticas autoritárias adotadas pelo Trabalhismo de Corbyn, nem quero ser responsabilizado, de modo algum, pela desgraça política do partido Trabalhista: tudo isso foi obra de instituições judaicas britânicas, da Jewish Chronicle, do JLM (Movimento Trabalhista Judaico), do Rabino chefe, do BOD (Conselho dos Deputados dos Judeus Britânicos e da CAA (Campanha contra o antissemitismo) as quais massacraram viciosamente a reputação de Corbyn todos os dias, sem descanso, desde que foi eleito para liderar o Partido Trabalhista.

Contudo, agora que o partido foi humilhado e supostamente estaria ‘à procura de reflexão’, é chegado o momento certo para que eu exponha os horrores tirânicos que esse partido bajulador infligiu a seus membros e apoiadores. E, como todos podem adivinhar, tenho uma história pessoal a contar.

Meus leitores lembrarão que ano passado, pouco antes do Natal, o empobrecido Conselho Trabalhista de Islington gastou £136.000 do dinheiro dos seus contribuintes pagas ao advogado de Sheldon Adelson, padrinho do Partido Likud, , empenhado, então, em impedir que eu tocasse num concerto de Rock & Roll num de seus locais.
 
Duas semanas antes do Natal, o político do Partido Trabalhista e líder da câmara municipal de Islington Richard Watts desavergonhadamente acedeu a um ‘pedido’ do presidente do Herut/Likud do Reino Unido, para impedir o meu show. Significa que um político ligado e comprometido com os Trabalhistas atendeu sem protestar a um pedido feito por partido político estrangeiro, descrito por importantes intelectuais judeus como Albert Einstein e Hanna Arendt como “assemelhado aos partidos Nazista e Fascista.”

Não deu muito certo para a câmara trabalhista de Islington. Por um milagre de Natal, na sede do Partido, em dezembro passado, ouviu-se um saxofone tocado por um Papai Noel, que cumpriu todos os meus compromissos musicais com execução quase perfeita. Rapidamente se espalharam notícias do escândalo de Islington. Milhares de pessoas escreveram ao conselho trabalhista. Muitos outros desligaram-se do Partido, em sinal de protesto. Seria de esperar que, depois do fiasco, o partido Trabalhista largaria do meu pé, mas não. Em vez de largar do meu pé, esse coletivo de sujeitos excepcionais pela completa ausência de qualquer dignidade ou decência fracassou novamente e não aprendeu nem as mais óbvias e necessárias lições.

Os políticos Trabalhistas comprometidos mantiveram sua campanha desesperada para satisfazer o lobby israelense, tentando várias vezes enlamear minha reputação e minha carreira musical. Em janeiro, apareceu outra caricatura de conselheira trabalhista. A candidata dos Trabalhistas ao Parlamento, Rachel Eden, que está na lista do «Acreditamos em Israel” sionista, tentou alucinadamente cancelar meu concerto no Jazz Club em Reading. Eden encontrou um muro de resistência. Não conseguiu cancelar meu concerto, mas conseguiu expor a própria cara detestável. É com satisfação que anuncio que Eden não foi eleita ao Parlamento essa semana.

Fim de janeiro, dei-me conta de que enfrentava campanha orquestrada pelos trabalhistas para me destruir, eu pessoalmente e meu trabalho. Poucos dias depois do concerto lotado de Reading, recebi a seguinte carta, de um promotor britânico:

“Salve, Gilad,

Faço votos que vá tudo bem, apesar dos absurdos que não param de lançar contra você.

Tenho datas para você escolher em janeiro do ano que vem, em XXX. Disseram-me que se quisermos inscrever você novamente, será preciso discutir no nível do Conselho (municipal). Espero que as coisas corram sem sobressaltos... mas quem sabe, com o Partido Trabalhista que anda por aí??

Até breve,

XXXXX”

Outras provas pareciam indicar que o Partido Trabalhista tentava deliberadamente destruir minha carreira artística e destruir minha reputação, com o objetivo de arruinar minha capacidade para ganhar a vida.

A situação continuou a se agravar. Os dirigentes do Partido Trabalhista foram talvez suficientemente estúpidos, a ponto de supor que o fato de “destruir” Atzmon permitiria desculpar Corbyn por todos os crimes que Corbyn não cometeu. Em março, os trabalhistas desencadearam guerra sem trégua contra minha música. Como o partido nazista fez, os trabalhistas lançaram guerra aberta contra uma sala de jazz. Dessa vez, os elos levaram diretamente ao círculo mais próximo de Corbyn dentro do Partido Trabalhista. Momentum, Jewdas, a Jewish Voice for Labour (JVL), organização racista exclusiva, e Owen Jones, jornalista do Guardian, uniram forças para tentar pressionar o Vortex Jazz Club. Como o clube não se rendeu, o Conselho local do Partido Trabalhista, atuando como a máfia, mandou a polícia para intimidar o clube. Mas até essa medida desesperada voltou-se contra eles. Numa resposta racional, coisa que os políticos trabalhistas não conhecem, o clube requereu que a polícia fizesse o próprio trabalho e descobrisse quem era eu e o que eu representava. Os policiais telefonaram ao clube algumas horas mais tarde, e pediram desculpas. Admitiram que nada constava contra Atzmon. Confirmaram que jamais houve qualquer tipo de queixa de qualquer tipo de atividade ilegal associada ao meu nome, nem na Grã-Bretanha nem em lugar algum.

O fato de os promotores e os músicos não terem cedido à tirania dos trabalhistas, e que tenham continuado a me contratar e a assistir às minhas apresentações em todos os festivais e salas de jazz do país inteiro bem poderia ter enviado mensagem clara aos dirigentes do Partido Trabalhista que fizeram guerra contra Atzmon. Aparentemente contudo, o coletivo autoritário, que nem para ser autoritário presta, optou por outra forma de violência. Começaram a expulsar e a suspender membros, por terem lido Atzmon. Em alguns casos, chegaram a denunciar à polícia outros membros, por terem feito precisamente isso.

Há alguns meses, um amigo de Facebook foi suspenso do Partido Trabalhista, em parte porque compartilhou artigos meus, e até chegou ao cúmulo de se comunicar abertamente comigo. A “equipe de conflito” do Partido Trabalhista acusou o meu amigo de haver publicado artigo intitulado The Primacy of Jewish Genes [A primazia dos genes judeus]. O artigo abordava a pesquisa judaica e ridicularizava de fato a ideia de que haja “gene judeu”, “biologismo judeu” ou alguma “raça judia”.

Alguns meses antes de a equipe de conflito dos Trabalhistas tê-lo informado da suspensão, a Polícia bateu à porta do meu amigo de FB. A prova apresentada pela Polícia de uma possível “comunicação de ódio » era literalmente idêntica ao documento dos trabalhistas. Não está claro se o Partido Trabalhista apresentou queixa contra o meu amigo ou se os documentos teriam sido roubados dos Trabalhistas e usados para iniciar o inquérito policial. Mas não resta dúvida alguma de que o Partido Trabalhista de Corbyn recolhia provas “incriminatórias” contra seus próprios membros. O Partido engajou-se em vigilância intensiva dos próprios membros, procurando comunicações pessoais e íntimas e vasculhando as redes e mídias sociais pessoais.

Não é preciso ser um gênio para compreender por que um partido que manifesta e comprova desprezo tão flagrante pelas liberdades elementares não é apenas incapaz para governar. O Trabalho de Corbyn foi horrível e tirânica operação orwelliana. Felizmente, os britânicos, e entre eles numerosos trabalhistas veteranos deram-se conta de que o Partido Trabalhista, no estado atual de autoritarismo, representa ameaça iminente para a liberdade. No dia da eleição, os britânicos acertaram nocaute fatal no Labour Party.

Meu amigo contou-me que o interrogatório da polícia durou uma tarde inteira e deu em nada, que meu amigo é antirracista autêntico e verdadeiro e nada havia nas comunicações dele que sequer se parecesse a ódio ou a qualquer outra forma de sectarismo. Num momento dado, durante o interrogatório, o policial perguntou ao meu amigo sobre meu artigo e meu amigo disse que queria saber, ele também, o que haveria de errado no meu artigo. A resposta do policial foi chocante, embora engraçada: “Nós também estamos perplexos. Investigamos e nada encontramos de errado com esse Atzmon. Imaginamos que o senhor pudesse nos dizer”.

Dia 11 de dezembro, apenas um dia antes das eleições gerais, soubemos pela imprensa que a polícia investigava casos de antissemitismo dentro do Partido Trabalhista e havia apresentado um conjunto de provas contra cinco membros do partido ao Ministério Público. Ainda não se sabe com clareza como essas « provas » teriam sido apresentadas em primeiro lugar à polícia. O Partido teria denunciado membros? Há quem creia que os dossiês tenham sido roubados de dentro do Partido por deputados cuja moral é ainda mais degradada que a do próprio partido. Seja como for, é claro que ao reunir os tais dossiês, o partido agiu contra os próprios membros. E se é assim que os trabalhistas tratam os principais membros, tentem imaginar o que o mesmo partido poderia fazer contra os dissidentes, caso tivessem chance de constituir o governo.

Três dias antes das eleições, eu soube que uma antiga filiada do Partido havia sido definitivamente expulsa. Entre outros “crimes de pensamento”, ela fora acusada de partilhar minhas ideias.

O primeiro ponto do “projeto de acusação” do Partido trabalhista contra ela, era « ter postado um artigo do Gilad Atzmon segundo o qual Israel comanda a imprensa britânica”.

O artigo intitulado This is how Israel Runs the British Press [Eis como Israel dirige a imprensa britânica] não é artigo de opinião. De fato, é um documento vazado, que revelou a extensão das atividades de Hasbará/Mossad/Sayanim* no Reino Unido. Explicava como Israel e seus agentes conseguiram dominar toda a cobertura midiática na Grã-Bretanha e em outros pontos. A mensagem divulgada revelou como o Centro Britânico-Israel de Comunicações e Pesquisa (BICOM, British Israel Communication & Research Centre) gera a mesa de informações da BBC, de Sky e do Financial Times.

O Partido Trabalhista de Corbyn tomou por alvo seus melhores membros durante a maior parte dos três últimos anos e utilizou táticas autoritárias as mais repugnantes. Intimidou militantes, suspendeu e expulsou pessoas por causa de declarações verídicas e pressiona artistas e estabelecimentos. Quando algumas dessas histórias foram publicadas, alguns ardorosos partidários dos Trabalhistas insistiram em que seriam ações de Blairistas e sionistas do partido. Ou foram induzidos ao erro ou mentem a si próprios, porque os corbynistas são tão responsáveis, talvez até mais responsáveis. De modo estúpido e distorcido, Momentum, a JVL racista e sectária e outros elementos comprometidos associados a Corbyn, supuseram que, atacando os próprios camaradas e esse seu criado, ao tentar destruir minha carreira, conseguiriam acalmar o Lobby e seus detratores no dentro da comunidade judaica. Fracassaram nesse objetivo, como se vê bem claramente. Conseguiram o contrário do que desejavam. Deixaram-se ver como o que realmente são: bando de tiranos caricatos, comprometidos e inaptos para governar.

Tudo isso posto, Corbyn está acabado. A perspectiva de igualdade em qualquer futuro próximo desapareceu na Grã-Bretanha. Corbyn, que não perdeu nenhuma ocasião de perder chances, só tem a si mesmo para culpar pelo desastre que sua presença na política britânica infligiu a nós todos e à esquerda em particular. Mas Corbyn não criou sozinho esse desastre. Cercou-se de conselheiros no mínimo tão crédulos e disfuncionais como ele próprio.

Soubemos esse semana que Chris Williamson, o deputado trabalhista que apoiou, por uns poucos minutos meu direito de ganhar a vida, e que logo se pôs a pedalar para trás, tentando sobreviver ao ataque do lobby, obteve apenas 695 votos na 5ª-feira passada. A carreira política de Williamson está provavelmente acabada. Rachel Eden, candidata trabalhista que tentou impedir-me de tocar em Reading, não conseguiu chegar ao Parlamento. Suponho que a luta contra um artista de jazz e um centro de artes trouxe-lhe inimigos em sua própria circunscrição.

Eu, por meu lado, continuo vivo e em plena forma. Minha carreira musical e literária está intacta. Apesar das tentativas desesperadas dos Trabalhistas de Corbyn para acabar comigo, em nome do Lobby, publico diariamente meus comentários e faço música todas as noites. Na noite da eleição, toquei no Oxford Jazz Club, lotação esgotada. Às 22h10, no início de minha segunda entrada, toquei um réquiem pelos trabalhistas e por Corbyn, fazendo-o o mais respeitoso que pude.

O que vimos na Grã-Bretanha na 5ª-feira passada poderia ser descrito como um golpe-de-estado populista contra o Partido Trabalhista, se os trabalhistas estivessem no poder. Podemos nos perguntar como o partido socialista de oposição conseguiu expor-se a tamanha surra. Não foi o vaivém de Corbyn quanto ao Brexit que o tornou tão odiado, nem os presentes ‘grátis’ que prometeu distribuir, se eleito ; nem as etiquetas absurdas de antissemitismo que lhe colaram, as quais, de fato, até lhe aumentaram a popularidade. O que o fez perder o apoio fundamental dos trabalhistas foram as tendências tirânicas e autoritárias de seu partido.

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Para localizar enclaves trabalhistas, use lupa

Quinta-feira passada, o Partido Labour foi praticamente extinto em todo o país. Para localizar os guetos trabalhistas em um mapa, melhor usar lupa. Os britânicos conseguiram salvar-se de um perigoso grupo de personagens orwellianos “bem-intencionados” vingativos. O Labour foi severamente punido pelos britânicos.

Qualquer tentativa autoritária dos trabalhistas de agredir direitos humanos elementares tem de ser alvo de resistência feroz e tem de ser denunciada. Tendo a crer que, para salvar o Partido Trabalhista, melhor matá-lo imediatamente.

*Nota de Tlaxcala

Hasbará: "explicação" em hebraico, é um eufemismo para simples propaganda sionista.

Mossad: Ha-Mōśād le-Mōdī`īn ū-le-Tafqīdīm Meyūhadīm - O Instituto para Inteligência e Operações Especiais, é o serviço secreto do Estado de Israel, com sede em Tel Aviv.

Sayanim: plural de sayan, assistente em hebraico, agentes passivos mais conhecidos como "agentes dormentes", estabelecidos fora de Israel, geralmente judeus, prontos para ajudar os agentes da Mossad, fornecendo apoio logístico.





Courtesy of Tlaxcala
Source: https://gilad.online/writings/2019/12/16/the-most-dangerous-political-party-in-europe
Publication date of original article: 16/12/2019
URL of this page : http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=27677

 

Tags: Jeremy CorbynPartido TrabalhistaLobby sionistaAntisionismo nao é antissemitismo!Reino Unido-Israel
 

 
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