TLAXCALA تلاكسكالا Τλαξκάλα Тлакскала la red internacional de traductores por la diversidad lingüística le réseau international des traducteurs pour la diversité linguistique the international network of translators for linguistic diversity الشبكة العالمية للمترجمين من اجل التنويع اللغوي das internationale Übersetzernetzwerk für sprachliche Vielfalt a rede internacional de tradutores pela diversidade linguística la rete internazionale di traduttori per la diversità linguistica la xarxa internacional dels traductors per a la diversitat lingüística översättarnas internationella nätverk för språklig mångfald شبکه بین المللی مترجمین خواهان حفظ تنوع گویش το διεθνής δίκτυο των μεταφραστών για τη γλωσσική ποικιλία международная сеть переводчиков языкового разнообразия Aẓeḍḍa n yemsuqqlen i lmend n uṭṭuqqet n yilsawen dilsel çeşitlilik için uluslararası çevirmen ağı la internacia reto de tradukistoj por la lingva diverso

 22/11/2017 Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity Tlaxcala's Manifesto  
English  
 CULTURE & COMMUNICATION 
CULTURE & COMMUNICATION / O declínio do Ocidente revisitado
Date of publication at Tlaxcala: 14/05/2017
Original: The Decline of the West Revisited

O declínio do Ocidente revisitado

Pepe Escobar Пепе Эскобар

Translated by  Coletivo de tradutores Vila Vudu

 

Europa, na mitologia grega, foi uma princesa fenícia raptada por Zeus e arrastada para Creta. Com o tempo, Europa viria a designar o extremo ocidental da Eurásia. Essencialmente, Europa foi a semente ocidental muito provinciana que gerou um polvo de mil braços: o ocidente global.

Mais de cinco séculos depois da Era dos Descobrimentos, todos sabemos que um longo ciclo histórico está chegando ao fim. O Declínio do Ocidente é forma abreviada de uma trama de complexidade imensa – diretamente proporcional à ascensão do século da integração da Eurásia, puxada adiante pelas Novas Rotas da Seda da China.
 
Sempre que cavo mais profundamente no Declínio do Ocidente, tenho de voltar às raízes. E isso significa – ecos de Stendhal, Keats, Nietzsche – uma Jornada à Itália. Recentemente embarquei longo diálogo com Maquiavel em Florença. Dessa vez, a eleição presidencial na França se aproximava, amplamente comentada como momento em que o ocidente "civilizado" estaria diante de uma divisão crucial.
 
Decidi-me a ler Décadence, do explosivo filósofo e fundador da Universidade Popular de Caen, Michel Onfray. [1] Sua tese é devastadora: a civilização judaico-cristã, vale dizer, o Ocidente, foi erguida sobre uma ficção, "de um Jesus que jamais teve existência que não fosse alegórica, metafórica, simbólica e mitológica." Mais de mil anos de história da arte lhe conferiram "o corpo de um homem branco, de cabelo alourado e barba rala" (e onde melhor examinar o tal corpo, se não mediante a arte do Renascimento?) E "nada que constitui esse retrato emblemático encontra qualquer justificativa em algum versículo, nem num único, que fosse, do Novo Testamento."
 
Assim, Onfray escreve, "toda nossa civilização é baseada na tentativa de dar um corpo àquele ente que só tem existência conceitual." Jesus de Nazaré, "que não existiu historicamente", torna-se o "Cristo Pantocrator" (palavra grega: "aquele que tudo governa"), "cristalizando sob seu nome quase dois mil anos de uma história ocidental saturada dele."
 
 
http://tlaxcala-int.org/upload/gal_15987.jpg

Ambrogio Lorenzetti: Alegoria do Bom Governo (detalhe) no Palazzo Pubblico de Siena





Courtesy of Blog do Alok
Source: https://sptnkne.ws/ev3M
Publication date of original article: 11/05/2017
URL of this page : http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=20484

 

Tags: DécadenceMichel OnfrayDeclínio do Ocidente
 

 
Print this page
Print this page
Send this page
Send this page


 All Tlaxcala pages are protected under Copyleft.