TLAXCALA تلاكسكالا Τλαξκάλα Тлакскала la red internacional de traductores por la diversidad lingüística le réseau international des traducteurs pour la diversité linguistique the international network of translators for linguistic diversity الشبكة العالمية للمترجمين من اجل التنويع اللغوي das internationale Übersetzernetzwerk für sprachliche Vielfalt a rede internacional de tradutores pela diversidade linguística la rete internazionale di traduttori per la diversità linguistica la xarxa internacional dels traductors per a la diversitat lingüística översättarnas internationella nätverk för språklig mångfald شبکه بین المللی مترجمین خواهان حفظ تنوع گویش το διεθνής δίκτυο των μεταφραστών για τη γλωσσική ποικιλία международная сеть переводчиков языкового разнообразия Aẓeḍḍa n yemsuqqlen i lmend n uṭṭuqqet n yilsawen dilsel çeşitlilik için uluslararası çevirmen ağı la internacia reto de tradukistoj por la lingva diverso

 11/12/2017 Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity Tlaxcala's Manifesto  
English  
 UNIVERSAL ISSUES 
UNIVERSAL ISSUES / Não é a OTAN e sim certa 'esquerda' que está ‘obsoleta’
Date of publication at Tlaxcala: 07/02/2017
Original: Non la Nato, ma la sinistra è «obsoleta»
Translations available: Français  Español  English 

Não é a OTAN e sim certa 'esquerda' que está ‘obsoleta’

Manlio Dinucci Μάνλιο Ντινούτσι مانليو دينوتشي

 

Vozes influentes da esquerda europeia uniram-se no protesto anti-Trump “No Ban No Wall”, a decorrer nos EUA, esquecendo-se do muro franco-britânico anti-migrantes de Calais e calando o facto de que na origem do êxodo de refugiados estão as guerras nas quais participaram os países europeus da NATO.

Ignora-se o facto de que nos EUA a proibição impede a entrada de pessoas provenientes destes países – Iraque, Líbia, Síria, Somália, Sudão, Iémen, Irão – contra os quais os Estados Unidos conduziram durante mais de 25 anos guerras abertas e secretas: pessoas às quais até o presente foram concedidos vistos de entrada fundamentalmente não por razões humanitárias, mas para formar nos EUA comunidades de imigrados (com base no modelo dos exilados anti-castristas) que servissem as estratégias estado-unidenses de desestabilização dos seus países de origem. Os primeiros a serem bloqueados e a tentarem um tipo de acção (recurso colectivo) contra a proibição são um contractor(mercenário) e um intérprete iraquiano, que colaboraram por muito tempo com os ocupantes estado-unidenses do seu próprio país.

Enquanto a atenção político-mediática europeia centra-se no que se passa além atlântico, perde-se de vista o que se passa na Europa. O quadro é desolador.

O presidente Hollande, vendo a França ultrapassada pela Grã-Bretanha, que recupera o papel do aliado mais próximo dos EUA, escandaliza-se com o apoio de Trump ao Brexit pedindo que a União Europeia (ignorada por esta mesma França na sua política externa) faça ouvir a sua voz. Voz de facto inexistente, a de uma União Europeia em que 22 dos seus 28 membros fazem parte da NATO, reconhecida pela UE como “fundamento da defesa colectiva”, sob a direcção do Comandante Supremo aliado na Europa nomeado pelo presidente dos Estados Unidos (portanto, agora por Donald Trump).

A chanceler Angela Merkel, no momento em que exprime seus “lamentos” acerca da política da Casa Branca para com os refugiados, na sua entrevista telefónica com Trump convida-o para o G-20 que se reunirá em Hamburgo no mês de Julho. “O presidente e a chanceler – informa a Casa Branca – concordam com a importância fundamental da NATO para assegurar a paz e a estabilidade”. A NATO, portanto, não está “obsoleta” como havia dito Trump. Os dois governantes “reconhecem que nossa defesa requer investimentos militares apropriados”.

Mais explícita, a primeira-ministra britânica Theresa May que, recebida por Trump, comprometeu-se a “encorajar meus colegas os líderes europeus a exararem o compromisso de despender 2% do PIB para a defesa, de modo a repartir o encargo mais igualitariamente”.

-Nosso objetivo é a paz
-Ela não vai nos escapar, viva ou morta

Segundo os dados oficiais de 2016, apenas cinco países da NATO têm um nível de despesa para a “defesa” igual ou superior a 2% do PIB: Estados Unidos (3,6%), Grécia, Grã-Bretanha, Estónia e Polónia. A Itália para a “defesa”, segundo a NATO, 1,1% do PIB, ma está em vias de fazer progressos: em 2016 ela aumentou sua despesa em mais de 10% em relação a 2015. De acordo com os dados oficiais da NATO relativos a 2016, a despesa italiana para a “defesa” monta a 55 milhões de euros por dia. A despesa militar efectiva é na realidade muito mais elevada, uma vez que o orçamento da “defesa” não abrange o custo das missões militares no estrangeiro, nem o de armamentos importantes, como os navios de guerra financiados com milhares de milhões de euros pela Lei de estabilidade e pelo Ministério do Desenvolvimento Económico. A Itália está em qualquer caso comprometida a elevar a despesa para a “defesa” a 2% do PIB [1] , ou seja, a cerca de 100 milhões de euros por dia.

De nada disto se ocupa a esquerda institucional, enquanto espera que Trump, num momento livre, telefone também a Gentiloni. [2]

Notas

[1] Para Portugal: em 2016 o orçamento foi de 2,54 mil milhões de euros, ou seja, 1,38% do PIB e 6,96 milhões de euros por dia. Os dados da NATO para todos os países membros estão em www.nato.int/…e em www.touteleurope.eu/…
[2] Paolo Gentiloni, presidente do Conselho de Ministros italiano após a demissão de Matteo Renzi em Dezembro de 2016, membro do Partido Democrata.





Courtesy of Naval Brasil
Source: https://ilmanifesto.it/non-la-nato-ma-la-sinistra-e-obsoleta
Publication date of original article: 31/01/2017
URL of this page : http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=19845

 

Tags: OTANTrumpReino UnidoEUAUEropaMayGentiloniOrçamento militarItália
 

 
Print this page
Print this page
Send this page
Send this page


 All Tlaxcala pages are protected under Copyleft.