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 21/01/2017 Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity Tlaxcala's Manifesto  
English  
 EDITORIALS & OP-EDS 
EDITORIALS & OP-EDS / Adeus Manuel
Date of publication at Tlaxcala: 23/07/2015
Original: Adiós Manuel
Translations available: Español  Italiano  Ελληνικά  Esperanto  Deutsch  English  Türkçe  فارسی  Tamazight   عربي  Català 

Adeus Manuel

Fausto Giudice Фаусто Джудиче فاوستو جيوديشي

Translated by  Coletivo de tradutores Vila Vudu

 

Manuel Talens morreu na 3ª-feira, 21 de julho, em Valência, depois de longa enfermidade. Com ele perdemos um irmão, um amigo, um companheiro. Sempre foi insubstituível, sabíamos há muito tempo, desde que a doença afastou-o de nós. Seu desaparecimento deixa um grande vazio.

Manuel pendurou o jaleco de médico para vestir a camisa de escritor e de tradutor. Guardara, da formação e experência médica, enorme capacidade de atenção ao outro e ao sofrimento. Foi um dos três fundadores da rede de Tlaxcala e principal redator do Manifesto de lançamento de nossa rede e de nosso sítio Tlaxcala, em fevereiro de 2006.

Manuel era comunista sem partido, revolucionário sem dogma, "socrático elemental", na medida em que podia fazer sua a divisa do sábio de Atenas: "Só sei que nada sei". Passávamos horas falando sobre o que acontecia no mundo e, a partir das revoluções árabes, sobre elas; Manuel fez tudo que pôde para compreendê-las e superar seu desconhecimento do mundo árabe.

Conhecemo-nos em 2005 através da Palestina, graças à tradução de longa conversa que Manuel teve com o saxofonista, ensaísta e romancista ex-israelense Gilad Atzmon. O título daquele texto, "A beleza como arma política", poderia resumir o credo de Manuel, a quem nada enfurecia mais que o trabalho mal feito de alguns sítios de ativistas, que traduziam de qualquer jeito – "com o cu", como ele dizia –, num show de total falta de respeito pelos autores, pelos leitores e, afinal, por eles mesmos.

Manuel foi determinante para estabelecer uma ética no seio de nossa rede de tradutores, e contribuiu para fixar algumas regras simples. Primeira regra: para traduzir um texto, é preciso compreendê-lo. Segunda regra: é necessário que resulte compreensível. Desgraçadamente, nem todos compartem esses cuidados óbvios. Encontramos uma frase de José Martí, que resume a filosofia comum que estávamosconsertando: “Traduzir é transcrever de um idioma para outro. Eu creio mais, creio que traduzir é transpensar".

Em todas suas traduções, ao espanhol, ao francês ou ao inglês, Manuel foi verdadeiro transpensador. Sua cidade natal, Granada, deveria erguer-lhe uma estátua ao lado da de Yehuda Ibn Tibon, Pai dos tradutores. Manuel foi um dos seus filhos mais dignos.



No Mausoléu do Che, em Santa Clara, Cuba, em 2005 : da esquerda para a direita, Carlos Tena, Manuel Talens, Quintín Cabrera e Gennaro Carotenuto.

 





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Source: http://tlaxcala-int.org/article.asp?reference=15356
Publication date of original article: 21/07/2015
URL of this page : http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=15374

 

Tags: Manuel Talens
 

 
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